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Silva Silva
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No Encontro Temático à Distância dessa semana, Matheus Azevedo propôs que se falasse sobre Kung Fu (功夫), um tema que daria uma vida inteira de conversas, Si Fu optou por começar sobre a etimologia do termo pelos seus dois ideogramas:

Kung Fu - 功夫

O primeiro ideograma (gōng em mandarim e gung1 em cantonês - lido erroneamente como “kungui”), é formado por dois outros: (gōng - mesma leitura), faz referência ao trabalho propriamente dito ou ao esforço, muitas vezes intelectual, para executar uma tarefa e (lì/lik6) que pode ser traduzido literalmente como energia, remetendo ao desenho de um arado de terra. A junção dos dois passa a ideia de uma realização por mérito, um bom resultado por meio de um trabalho árduo ou dedicado.

O segundo ideograma é (fū / fu1), é formado por (dài/daai6) que seria uma grande pessoa e com uma presilha nos cabelos em referência à como os homens casados (ou maduros) prendiam o cabelo na china antiga.

Terra arada para plantio, município de Avaré, São Paulo, Brasil | Autor: José Reynaldo da Fonseca|Licença= self2,GFDL,cc-by-2.5

Logo, Kung Fu poderia ser lido como o processo de amadurecimento por meio do trabalho (árduo). Sendo notável que não haja nada relativo a artes marciais quando analisado por seus ideogramas. Si Fu sempre nos orienta a desenvolver Kung Fu em qualquer atividade. Mas porque então o termo é tão associado ao combate? Um dos motivos é a premência de morte, que também terá algumas palavras aqui no momento oportuno.

E você? quer desenvolver seu próprio Kung Fu? Procure um dos núcleos da Moy Yat Ving Tsun na sua cidade.