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Silva Silva
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Mulher estressada olhando para um laptop — foto por Anna Shvets no Pexels

Notas sobre 'Confessions of a Millennial in Tech' de Elena Verna

/ 4 min read

Provocação: Post do LinkeDisney

Post interessante no LinkeDisney, compartilhado pela Stella lindona:

This week I wrote something more personal than usual. Not the wins. Not the frameworks. Just what it actually feels like to be in tech right now.

1. Feeling behind The speed of AI is hard to process. Some days it feels like a full-time job just to keep up, and even then I’m not sure I am.

2. Living through AI confidence theater Everyone has a system, a stack, a workflow that supposedly changed their life, cured burnout, and maybe whitened their teeth. It creates the illusion that everyone else has it figured out. So you hesitate to ask basic questions, because it feels like you’re the only one who doesn’t get it.

3. Mourning my skillset I spent a decade getting good at things that are rapidly losing leverage. It’s a strange experience to become excellent at something only to watch a 22-year-old produce a suspiciously solid version of it in 14 minutes. Not the best version. But enough to make you go — wow, okay.

4. The reward for efficiency is… more work If AI makes you 10x faster, nobody says “great, enjoy your afternoon.” They ask why you’re not doing 10x more. Productivity gains get absorbed immediately. Very on-brand for tech.

5. The part we don’t want to talk about: economics If output goes up while the cost of producing that output goes down, what happens to compensation?

And lastly, the question I keep coming back to: Are we the last generation that built careers around software? We leaned all the way in. Learned the tools, the systems, the playbooks. Rode cloud. Drove digital transformation. Built careers on knowing how to operate software better than others. We’re also the sandwich generation that still explains software to our parents and now has to explain AI to our kids… while sprinting to automate/eliminate our own jobs.

I don’t have the answers. I’m just sharing… And I know we will figure it out.

Minhas observações

As duas últimas colocações dela são mais relevantes:

Eu tenho dúvidas desse 10x mais rápido. Vi pesquisas indicando 10% no máximo de ganho de produtividade e isso não vem de graça: tem que pagar os fornecedores de IA. Logo, o ganho deve ser ainda menor.

Se isso não se traduz em aumento de ao menos 10% de salário, o conselho é buscar uma empresa que valorize isso. Esperar uma vaga que pague até além desses 10%, com alguém que valorize o ganho de produtividade, que não vem de graça, vem em cima de mais estresse. Por isso é importante estar empregado nesse momento.

Os 2 primeiros são basicamente viver em redes sociais. Normalmente em TI não temos essa sensação, mas imagina o pessoal de white collar vendo tudo virando CRM/ERP no passado, o pessoal de indústria vendo tudo virando importação (offshore/nearshore)… todos os outros setores passam por isso desde que a internet apareceu, e no entanto a quantidade de trabalho só aumenta. O desemprego segue baixo na faixa etária dos 30+, o problema é para quem está entrando agora e não existe caminho definido a trilhar (o desemprego entre jovens não raro passa de 25% nos países) e as empresas estão tentando externalizar o custo de contratação.

Se houver de fato uma crise de jovens nos próximos anos, o salário dos seniores vai aumentar tanto que para as indústrias valerá a pena voltarem a contratar e treinar. Cenas dos próximos capítulos. Estão tratando tudo como “farinha pouca, meio pirão primeiro”, que o próximo gerente resolva (5+ anos).

O ponto 3 é interessante e é reflexo dos dois primeiros: o jogo mudou. De fato, aquele feijão com arroz que fazíamos para desestressar, a IA faz rapidamente (quem paga os 10% de “ganho”? a saúde mental do proletariado?). Portanto, o bom senso, repertório, experiência adquirida ganham ainda mais valor. É possível pivotar rapidamente qualquer solução, porém o custo de uma entrega mal feita pode ser catastrófico. O diferencial está em saber o que de fato entrega valor para o cliente e o que não pode acontecer de jeito nenhum (e se tem uma coisa que jovens não têm é senso de perigo).

Achei o post no blog dela bem mais interessante, mais refrescante. O do LinkedIn passa a mesma mensagem, mas perde muito da voz dela.

T L Si - Thiago Silva
Moy Chi Yau Si
梅 知 友 士

Fontes

  1. Foto: Stressed Woman Looking at a Laptop — Anna Shvets [image]
  2. Confessions of a Millennial in Tech — Elena Verna [article]
  3. Post LinkedIn [article]
  4. Stella Vaz [friend]